segunda-feira, 30 de abril de 2012

Esse amor chamado amizade...

Meu primeiro amor era loira, dona de belos olhos verdes e de um dos olhares mais doces que já conheci. Seu nome é Larissa. Mas, o bom mesmo é que Larissa, mesmo passados 30 anos, mantem o doce olhar e a alegria dos tempos em que éramos crianças. Depois de Larissa, veio Fernanda... divertida, cheia de idéias mirabolantes e muito livre, Fernanda é o amor que toda amiga merece na vida.  Espivitada, tinhosa, curta, grossa, cheia de vida, de ternura e de muitos encantos, Raquel não é só minha amiga, mas é madrinha do meu filho. Depois delas, muitas e muitos chegaram. E, volúvel como eu sou, não há semana que eu não encontre um  novo amor. Meus amores são cheios de peculiaridades tão suas, tão únicas e que acabam virando nossas. 
Meus amores são cheios de história. E nós nos reconhecemos nelas. Não tenho amores mornos. 
Meus amores são cheios de vida e carregam em si uma vontade enorme de viver e de transformar o mundo ao seu redor. 
Meus amores me contam suas mais ridículas bobagens, seus mais doces desejos, suas mais calorosas aventuras e dividem comigo suas vidas. 
Meus amores me procuram pra chorar e me procuram pra sorrir. Pensam que eu os ajudo, quando, na verdade, sou eu que preciso de cada pedacinho deles para seguir. 
Meus amores são cheios de habilidades e nelas eu me inspiro para ser todo dia um pouquinho melhor. 
Meus amores são cheios de defeitos insuportáveis e é nestes defeitos que eu reconheço o quanto os amo. 
Meus amores riem de si mesmos, riem da vida, riem dos outros, riem até do que não é pra rir e assim, tornam meu dia-a-dia leve e suave. 
Meus amigos são os meus amores eternos, são minhas paixões sem prazo de validade, são minhas canções favoritas, são afago na cabeça, mão na mão, beijo, abraço, são palavras sussurradas ao pé do ouvido. 
Meus amigos são o amor que não se acaba. 


Adriana Monteiro da Silva




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